Hook

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Essa pergunta é mais frequente do que vocês imaginam no privado e em outros lugares e sempre que eu faço esse tipo de vídeo dá bastante comentário, o pessoal visualiza e gosta. Então vamos lá. A impressão que eu tenho é que, é melhor. Tá? A impressão que eu tenho é de que eu sou mais respeitado e a impressão que eu tenho é que os valores que eu fui ensinado na minha família mais tradicional do sul do Brasil são mais respeitados aqui, tá? Então eu vou falar algumas pequenas diferenças que eu sinto de amigos e outros relacionamentos que eu tive. Por exemplo, no domingo, assamos uma costela lá na casa da minha sogra. Minha sogra, minha esposa e minha cunhada. As três. Nossa, que costela boa. Ah, volta e meia acontece um evento, um aniversário, ou até no dia a dia, a empresa tá bombando, tá todo mundo ganhando dinheiro, tá todo mundo crescendo. Poxa, Marlon, nossa, que bom que você entrou na vida da gente. Então o que acontece é que eu não sinto, eu praticamente não sinto força nenhuma do feminismo, tá? Esse feminismo moderno, porque a gente sabe que tem o feminismo que lutava pelo direito das mulheres, esse vídeo não é sobre isso. Tô falando desse feminismo nojento que foi criado no Brasil. Hoje eu não sinto ele forte no Paraguai. Eu sinto que as mulheres aqui ainda casam, querem ter filho. Eu lembro com a Jéssica, quando a gente começou a se relacionar, eu falei, ó, você vai ficar em casa, você não tem a necessidade de trabalhar. E tava tudo bem. Quando a empresa começou a crescer muito e eu precisava dela, principalmente porque fala castelhano, porque desenvolve bem, é uma boa profissional, amor, agora eu preciso que você ajude na empresa. Tá tudo bem. E a gente já conversou esses dias que se daqui uns dias ter filho e eu quiser tirar ela e ela ficar em casa cuidar da família, tá tudo bem. Então eu não sinto isso. Eu sinto que ela é uma pessoa que é mais fácil, a gente consegue se adaptar às necessidades do objetivo do casal, que não existe essa briga do, ai, mas e se ele te largar amanhã, você tem que estar trabalhando porque você vai ficar sem nada. Ai, mas você vai cuidar de filho e não vai ter carreira. Não, eu não sinto esse peso, tá? Eu sinto assim como se realmente hoje eu tô numa relação que a, hoje a relação diz, exige isso de mim e de você exige aquilo. Bora? Bora. É isso que eu sinto. E no dia a dia eu me sinto muito valorizado pelas mulheres da família, muito valorizado por todas elas. Em momento algum, no Brasil, sentia muito aquele peso, sabe, do, beleza, agora virei empresário, crescemos, estamos fazendo patrimônio, a empresa tá bombando, pá pá pá pá pá pá pá pá pá. Mas, nossa, se a, tipo assim, uma vez no ano alguém me desse um parabéns lá. Cara, aqui toda semana não, o Marlon é foda, cara. Nossa, o Marlon. Nossa, amor, como é que você grava? Nós estamos tentando gravar, que difícil, hein, inteligente, hein, cara. Nossa, é desenrola. Então assim, eu sinto que o homem provedor, trabalhador, família tradicional, eu sinto que eu tenho valor aqui no Paraguai. O sentimento que eu tenho é que não só que eu tenho valor, mas que eu sou muito mais valorizado do que quando eu estava no Brasil. Eu sinto que os movimentos dentro da relação também são mais fáceis. A Jéssica, pelo menos, no começo era muito ciumenta, era muito ciumenta na verdade, no começo ela sempre foi muito ciumenta até pegar confiança, tudo, né? Mas eu sinto que o movimento na minha relação por estar com uma paraguaia hoje é muito mais, é tranquilo. Meu casamento é mais tranquilo. Então, até a gente tem às vezes amizades brasileiras ou já teve algumas amizades que a gente se afastou, justo porque essas amizades tinham aquele texto das feminazi lá do Brasil, que eu não gosto e eu não deixo acontecer esses textos dentro da minha casa. Por exemplo, um texto típico que a gente escutava no Brasil, o que é dele é nosso e o que é meu é meu. Eu não deixo, não deixo. A Jéssica nunca tentou falar e a única vez que uma amiga de um grupo falou isso, eu falei para ela, ó, eu não quero que você fale isso. Ah, quando a Jéssica, como o pai das meninas morreu muito cedo, elas ficaram mulheres muito fortes. Quando a gente começou a se relacionar, eu falei, ó, eu entendo, mas eu quero que você volte a ser feminina, porque o homem da casa sou eu. E tá tudo bem. Pra família, foi tudo bem. Lá no Brasil, isso vai soar para muitas como ofensa. Outra coisa que eu já ouvi também, das amizades brasileiras que às vezes estão em volta ou já estiveram em volta da relação, que você tem que trabalhar e o dinheiro de vocês tem que estar separado e que como assim, metade da empresa ainda não tá no teu nome, porque uma hora ele vai te largar. Aqui isso não existe para mim e para a Jéssica. A gente não tem essa do, eu vou guardar separado, eu vou esconder. Não, se a gente tá junto é tá junto, é para valer. Então não tem esse plano B do se algo der errado, do se um traiu o outro, do se um, isso não existe na minha cabeça e não existe na cabeça da Jéssica. Existe o tamo junto, quando der algum problema a gente se reúne, resolve o problema e vamos que vamos e vamos trabalhar e vamos construir patrimônio. Então, de tudo isso que eu tenho passado no Paraguai, eu tenho que reconhecer que uma das melhores coisas, se não a melhor coisa que aconteceu na minha vida hoje, foi a relação que eu tenho com uma mulher paraguaia, porque? Porque é mais fácil ter um relacionamento com uma mulher tradicional. E por que que é mais fácil? Porque hoje, agora, agora papo para os homens que estão assistindo, tá? Hoje, eu me preocupo com empresa, eu me preocupo com crescer patrimônio, eu me preocupo com a saúde familiar, eu me preocupo em manter os bens. Então, hoje, eu vejo que, acho que quase que é uma, acho que é a primeira vez na minha vida, que eu não tenho quase que me preocupar com o relacionamento naquele sentido de, de um ser um relacionamento tóxico e doentio igual é lá no Brasil. Eu tenho uma mulher massa, ela tá do meu lado, ela é fiel, ela é trabalhadora, ela é pau para toda obra, ela é meu suporte e eu posso contar com ela. Cara, para quem é um homem e é trabalhador e é pra frente, é empreendedor, isso é uma loucura, cara. Vocês não fazem ideia de como é fica, de como a vida melhora quando você tem uma companheira assim, de como tudo é mais fácil, de você saber que você pode trabalhar até mais tarde e ninguém vai te xingar porque você só sabe trabalhar, que você fala assim, cara, eu não lavo louça e eu não passo pano, mas eu vou botar o dinheiro dentro de casa, se quiser no máximo a gente paga uma empregada. Cara, as decisões finais do patrimônio da casa são minha e tá tudo bem. Então, pelo menos para mim, Marlon, a vida facilitou muito quando eu consegui uma relação muito tradicional. O resumo da querência. Eu sei quais são os meus papéis, os meus deveres e principalmente os meus direitos, porque quem tá perto de mim sabe que eu cobro. Quando ela tá trabalhando, por exemplo, eu chego, amor, tá doente? Vamos? Levanta, tem essa de meio de semana acordar 9 horas não, entendeu? Ela me cobra e tá tudo bem. Então, isso é mais fácil. No Brasil, eu percebo que os casais não conseguem conversar. Eles não conseguem se cobrar, eles não conseguem impor limites, mas a melhor coisa que eu posso falar para todos vocês de ser casado com uma paraguaia é que aqui cada um sabe o seu papel dentro do casamento.